quarta-feira, 9 de maio de 2012


Adriana Vieira

Encontrei esta reportagem no blog “ Mundo Maravilhoso dos Autistas” e achei muito interessante, pois mostra que os autistas tem capacidades que se bem direcionadas, trabalhadas adequadamente, contribuirão para que se torne uma pessoa mais independente, mantendo uma maior interação com o mundo à sua volta.

Confira e comente.

Autistas chegam ao mercado de trabalhochamada.jpgAo de trabalho

Com  maior conhecimento sobre o transtorno, terapias adequadas e diagnóstico precoce têm permitido às pessoas com autismo trabalhar

Rachel Costa
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CONQUISTA
Fernanda Raquel desenvolveu a habilidade de desenhar para se comunicar.
Hoje trabalha como ilustradora
Um cenário impensável no passado. Na empresa dinamarquesa de testagem de softwares Specialisterne, 80 dos 100 funcionários têm autismo. Uma das pioneiras na contratação de mão de obra autista, ela é um exemplo do grande avanço ocorrido nos últimos anos no universo das pessoas que convivem com esse transtorno. Com a melhor compreensão sobre a síndrome, os autistas têm deixado a clausura do espaço privado e ganhado o espaço público. “O autismo é um conjunto muito heterogêneo de condições que têm como ponto de contato os prejuízos nas áreas da comunicação, comportamento e interação social”, explica o neurologista Salomão Schwartzman. Se durante muito tempo se falou apenas dessas dificuldades, atualmente começam a ser discutidas as habilidades associadas e como isso pode ser aproveitado em diferentes profissões. Tanto que já há uma primeira geração a chegar ao mercado de trabalho. “Eles têm boa memória, uma mente muito bem estruturada, paixão por detalhes, bom faro para encontrar erros e perseverança para realizar atividades repetitivas”, disse à ISTOÉ o fundador da Specialisterne, Thorkil Sonne. 

Sonne resolveu investir no filão após o nascimento do filho autista Lars, hoje com 14 anos. A aposta deu tão certo que a empresa abriu unidades na Islândia, Escócia e Suíça e tem servido de inspiração para outras iniciativas. O empresário calcula entre 15 e 20 os projetos inspirados na matriz dinamarquesa em todo o mundo. Um deles é a Aspiritech, nos Estados Unidos, que, desde o ano passado, funciona com 11 engenheiros autistas trabalhando no teste de softwares. “Desde a década de 80, pesquisas mostram que essas pessoas têm uma capacidade muito maior de perceber pequenos detalhes visuais”, falou à ISTOÉ Marc Lazar, da Aspiritech. “Em testes para medir essa habilidade, eles cumprem o desafio em 60% do tempo gasto pelos demais e com grande acurácia.” 

Para se chegar à observação dessas qualidades foi preciso superar um erro de interpretação. “Por muito tempo, o autismo foi encarado como uma deficiência intelectual”, diz Adriana Kuperstein, diretora da Re-fazendo, assessoria educacional especial de Porto Alegre. O que se percebeu posteriormente é que em apenas alguns casos há a associação com deficiências intelectuais. Muitos autistas têm o intelecto preservado, vários com inteligência superior à média, mas não conseguem interagir porque não sabem usar os canais normais de comunicação.
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CONFIANÇA
O dinamarquês Thorkil Sonne tem uma empresa que explora as habilidades dos autistas
“É como um computador sem os softwares necessários para realizar determinada tarefa”, compara a psicóloga Alessandra Aronovich Vinic, que pesquisa autismo. Em seu consultório, ela aplica o método do treino das habilidades sociais. Seus pacientes aprendem, por exemplo, a reconhecer as feições relacionadas a sentimentos, como tristeza e alegria, ou a fixar o olhar no outro enquanto conversam. Pode parecer prosaico, mas faz toda a diferença para quem tem autismo. “As pessoas se comunicam visualmente o tempo todo”, fala Júlia Balducci de Oliveira, 23 anos. Para a jovem, não conseguir olhar nos olhos era uma fonte de angústia só superada com terapia. Formada em cinema, hoje Júlia trabalha na direção de um documentário sobre o autismo. 

Atualmente se sabe que quadros mais discretos também se incluem no chamado espectro autista, com boas possibilidades de tratamento. “Mas há 30 anos somente pacientes muito graves eram diagnosticados”, explica Ricardo Halpern, da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Eles eram internados, sedados e alijados do convívio social.” A delimitação desse grupo maior de pessoas aprimorou os métodos de tratamento. “As intervenções começaram a ser feitas mais precocemente, gerando maior inserção social”, disse à ISTOÉ o brasileiro Carlos Gadia, professor do departamento de neurologia da Universidade de Miami e diretor-médico da ONG Autismo&Realidade. Os principais beneficiados foram os pacientes de quadros mais leves. 

Foi o caso da jovem Fernanda Raquel Nascimento, 18 anos. A terapia ajudou a jovem a vencer os obstáculos que encontrava para interagir. Também progressivamente ela transformou em profissão o que era uma de suas formas de comunicação, o desenho. Hoje ela comemora seus primeiros trabalhos de ilustração para a Livraria Saraiva, em São Paulo. “Com o dinheiro, quero cursar faculdade”, diz. A jovem ainda trabalha em casa, mas o objetivo é que passe a dar expediente no escritório. “Ela realiza um trabalho de alta qualidade e com um ótimo atendimento da demanda”, fala Jorge Saraiva, proprietário da rede de livrarias. Depois do contato com Fernanda, a empresa iniciou um plano para a contratação de pessoas com diferentes tipos de transtorno, entre eles, o autismo. Que se torne um cenário comum.
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“Com o dinheiro, quero cursar faculdade”, diz. A jovem ainda trabalha em casa, mas o objetivo é que passe a dar expediente no escritório. “Ela realiza um trabalho de alta qualidade e com um ótimo atendimento da demanda”, fala Jorge Saraiva, proprietário da rede de livrarias. Depois do contato com Fernanda, a empresa iniciou um plano para a contratação de pessoas com diferentes tipos de transtorno, entre eles, o autismo. Que se torne um cenário comum.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Rosangela Melo

Durante muito tempo o autismo esteve presente no meu convívio, sem que se apresentasse por este nome.  A falta de informação da época resultou na dificuldade do diagnóstico de um jovem, hoje com 22 anos, primeiro filho de um casal do meu convívio familiar. Em 1990, com quase um ano de idade, o menino começou a balbuciar as primeiras palavras como todo bebê, o que a partir de um ano e meio deixou de fazer. Começou então as aflições da família, que buscou entender o que estava acontecendo, esgotando as possibilidades que os médicos apontaram no decorrer dos anos, chegou o diagnóstico de autismo, o que não diminuiu a angústia e o sentimento de impotência da família que continua em busca de alternativas para proporcionar uma vida melhor para ele, que o conecte ao mundo real. Com a ajuda da irmã menor, consegue realizar algumas tarefas no computador, poucas, mas a família já comemora como um grande avanço no seu processo de aprendizagem. O movimento das famílias, divulgando e interagindo nas redes sociais, possibilitaram a esta família um maior entendimento sobre as situações vividas, sentindo-se mais seguros para lidar com elas.
 É importante haver a interação desses pais, possibilitando compartilhar experiências para que possam oferecer a seus filhos autistas oportunidades efetivas de aprendizagem, que podem ser muito simples, mas passam às vezes despercebidas no cotidiano. Outras vezes, a família acha que devido a condição de autista, o filho não pode realizar determinadas atividades. O diagnóstico não basta, é preciso amparar essas famílias e esclarecer a sociedade, para que o autista encontre o seu espaço social.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Imagens de estimulação motora e autistas no ambiente digital.
Att:Rosangela-Pós IF


A reação da família ao receber o diagnóstico do autista e o despreparo da sociedade para acolhê-lo.

Assista e comente!
Att: Rosangela







Olá, recomendamos este vídeo para os interessados e simpatizantes da causa autista. Assistam, vale a pena!



Att: Cristina