Durante muito tempo o autismo esteve presente no meu convívio, sem que se apresentasse por este nome. A falta de informação da época resultou na dificuldade do diagnóstico de um jovem, hoje com 22 anos, primeiro filho de um casal do meu convívio familiar. Em 1990, com quase um ano de idade, o menino começou a balbuciar as primeiras palavras como todo bebê, o que a partir de um ano e meio deixou de fazer. Começou então as aflições da família, que buscou entender o que estava acontecendo, esgotando as possibilidades que os médicos apontaram no decorrer dos anos, chegou o diagnóstico de autismo, o que não diminuiu a angústia e o sentimento de impotência da família que continua em busca de alternativas para proporcionar uma vida melhor para ele, que o conecte ao mundo real. Com a ajuda da irmã menor, consegue realizar algumas tarefas no computador, poucas, mas a família já comemora como um grande avanço no seu processo de aprendizagem. O movimento das famílias, divulgando e interagindo nas redes sociais, possibilitaram a esta família um maior entendimento sobre as situações vividas, sentindo-se mais seguros para lidar com elas.
É importante haver a interação desses pais, possibilitando compartilhar experiências para que possam oferecer a seus filhos autistas oportunidades efetivas de aprendizagem, que podem ser muito simples, mas passam às vezes despercebidas no cotidiano. Outras vezes, a família acha que devido a condição de autista, o filho não pode realizar determinadas atividades. O diagnóstico não basta, é preciso amparar essas famílias e esclarecer a sociedade, para que o autista encontre o seu espaço social.
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